Banquinhos sempre me encantaram. Eles tem personalidade forte e marcante, cabem em qualquer lugar, são multifuncionais e quado bem projetados tornam-se peças de designn icônicas.
Então me determinei a criar um banco divertido e de fácil produção, prestando homenagem aos meus dois favoritos: o Girafa da Lina Bo Bardi e o A60 do Alvar Aalto. Imaginei: “como seria o filho desse dois depois de um caso de amor tórrido no Carnaval?”. Assim nasceu Geraldo.
As pernas em pinus, com trabalho de encaixe aparente são herdadas da mãe, enquanto o tampo em compensado com acabamento em formica é claramente influência do pai. Como a cadeira masters, a ideia é criar uma amálgama entre os elementos inspiradores, com um resultado que mostre respeito pelo passado mas direcionado para o futuro.

As cores foram selecionadas para representar o momento em que eu cresci. Diferente dos criativos da Bauhaus que usavam vermelho, azul e amarelo como cores básicas, a minha geração foi a primeira a imprimir trabalhos coloridos através do computador, fazendo a transição entre virtual e real. Sendo assim, nada melhor do que o esquema CMYK para compor a paleta de cores.

Nessa primeira leva de produção, a ideia foi usar paleta descartados como material para as pernas e sobras de compensado reprensado para o assento do banco, tornando o Geraldo um produto bastante e acessível.
